Eis que surgiram novos elementos perniciosos, fora e dentro do
próprio grupo, dentre eles a praga da ambição, da inveja e da falsidade,
fazendo com que o ``inimigo´´ não mais estivesse estampado na face e,
sim, oculto na alma humana.
Paralelamente, a civilização se estruturava em noções, politicamente
organizadas, sob governos definidos sob a égide da força e da conquista,
caracterizando a era medieval.
Nesta nova ambiência, a segurança era ditada pelos governantes, interpretada e gerida
pelas autoridades regionais (os nobres), priorizando a soberanias do estado e o
patrimônio das próprias autoridades.
Surde aqui o instituto das tropas pagas como executoras da segurança
policial-militar, quer na estrutura do Estado, quer nas milícias dos nobres, que
compensavam os custos dos exércitos auferindo mais impostos de seus feudatários.
Na Idade Média, com a coexistência orgânica entre estado e igreja, a interpretação
do exercícios da segurança, a gradação e imposição da pena tiveram a influência doutrinaria
da religião predominante, em particular da igreja católica. Prova disto são
as famigeradas inquisições.
Os plebeus ricos, chamados burgueses que, diferentemente dos
nobres, não possuíram o privilégio da segurança, tiveram que constituir suas
próprias milícias, nascendo daí o instituto da segurança privada,
como se depreende da história dos samurais.
Em resumo, a segurança na Idade Média pode ser assim entendida:
- ordenada pelos governantes
- interpretada e executada pelas autoridades regionais
- priorizava o patrimônio do Estado e dos nobres
- executada por tropas pagas

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